Ciente que os médicos-veterinários atuam como prestadores de serviços essenciais durante toda pandemia, o CRMV-MG preparou um Relatório técnico de avaliação baseado no questionário, “Percepção de exposição à risco decorrente da pandemia do novo coronavírus”.

A avalição ocorreu entre os meses de abril até maio de 2021, chegando há um número total de 2069 respostas no questionário eletrônico, onde as perguntas foram direcionadas ao diagnóstico da doença; à vacinação dos médicos-veterinários; e sobre a percepção de riscos e impactos da pandemia em seu ambiente de trabalho. Vale ressaltar que o levamento foi exclusivamente respondido por profissionais inscritos no CRMV-MG.

O relatório apurou que a percepção de contaminação pelo Sars-CoV-2 durante a atividade profissional, foi declarada por 91,73% dos veterinários entrevistados, 48,89% se consideraram em extremo risco de contaminação, e outros 35,51% em alto risco de contaminação. Um dos principais motivos para os profissionais sentirem risco de contaminação está ligado a práticas adotadas pela população de modo geral, como não utilização de máscara dos tutores em atendimentos domiciliares.

Outro quesito levantado no questionário, foi direcionado aos impactos gerados pela pandemia no sentido da demanda de serviços. Desse modo, 57,27% dos entrevistados classificaram o impacto como: ausente, mínimo e médio. Porém o impacto extremo, foi realidade para 42,73% dos médicos-veterinários – Levando em consideração que a pandemia afetou a renda de muitos clientes, influenciado diretamente na demanda de serviços.

Talvez um dos principais ícones da pesquisa realizada pelo Conselho, esteve o diagnóstico de Covid-19. O número de veterinários testados como positivo para o novo coronavírus, atingiu a marca de 77,18% daqueles que responderam ao questionário. Apenas 20,78% não foram diagnosticados com o vírus, e 2,04% optaram por não responder. Em relação a vacinação, apenas 15,2% declaram terem recebido o imunizantes contra a Covid-19.

Baseado na estimativa de incidência da doença a em Minas Gerais na população geral, em 2020, observa-se uma taxa de infecção na população veterinária do estado de Minas Gerais superior à da população geral. O que reforça a necessidade das autoridades do estado e municípios, incluírem todos médicos-veterinários no grupo prioritário de vacinação, e não somente aqueles vinculados à unidades com CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde).

Pedido ao Ministro da Saúde

O presidente do CRMV-MG, dr.Bruno divino, compareceu no dia 19 de maio em um audiência com representantes do ministério da saúde, para debater a resolução do Ofício Resolução MS nº 234/2021 , que dificulta a vacinação dos médicos-veterinários. 

O deputado federal Fred Costa (Patriotas/MG) e representantes de entidades ligadas à Medicina Veterinária, também estiveram presentes na reunião com Carlos Henrique Sobral, assessor especial do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e com a ministra da Secretaria de Governo da Presidência da República, Flávia Arruda.

O Ministério da Saúde se comprometeu em corrigir Ofício que trata da imunização de médicos-veterinários. Ainda Na oportunidade, foi sugerido ao deputado a elaboração de um projeto de lei que transforme a Resolução nº 287/1998 em lei, reconhecendo as 14 profissões da saúde, entre elas a Medicina Veterinária, além de incluir os estabelecimentos de saúde animal no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).